sábado, 31 de outubro de 2009

UMA PROPOSTA DO JOSÉ LUIZ SARMENTO

Sem que isto signifique a nossa plena concordância com tudo o que o José Luiz Sarmento sugere neste seu texto, pensamos que ele constitui uma das melhores e mais bem articuladas propostas que um professor concebeu para um modelo alternativo de avaliação do desempenho. Deixamos aqui o link para reflexão e (como agora se diz) memória futura:

8 comentários:

Anónimo disse...

Gostava de saber quais foram as fontes de inspiração do autor desta proposta.

Mário Machaqueiro disse...

Caro Anónimo,

O melhor é colocar essa questão ao autor da proposta.

Anónimo disse...

Caríssimo!

Agradeço a sua sugestão, mas já o havia feito...

Lelé Batita disse...

Desculpem, mas sujeitar os professores aos exames dos alunos...?
José Luiz Sarmento só pode ter ensandecido!

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Não ensandeci, Lelé. Pelo menos, penso que não. É claro que não se pode pôr os alunos a examinar os professores, nem é isso que eu proponho. Mas pedir-lhes uma opinião, opinião essa que posteriormente será avaliada por adultos responsáveis... Porque não?

Os alunos têm capacidade crítica, poderes de observação e um sentido de justiça por vezes superior ao dos adultos. Porque não havemos de tirar partido, com as devidas cautelas, destas capacidades?

Mário Machaqueiro disse...

O que o Luiz Sarmento propõe em matéria do envolvimento dos alunos na avaliação dos professores pode parecer, de facto, demasiado radical - sobretudo quando pensamos que existem alunos demasiado imaturos para conseguirem julgar com isenção o trabalho de um professor. Contudo, arrisco-me a admitir, pelo menos para o caso dos alunos do secundário, que esses casos são raros, e que os alunos são mesmo aqueles que estão em condições de avaliar melhor o trabalho desenvolvido pelos seus professores. E, se formos honestos para connosco, não nos é difícil reconhecer isso. Esticando um bocadinho mais a corda das heresias, diria até que confio mais numa avaliação do meu trabalho feita pelos meus alunos do que naquela que os meus "pares" possam fazer.
De resto, a incorporação da avaliação feita pelos alunos na avaliação do desempenho do professor é moeda corrente em muitos outros países cujo sistema de ensino apresenta resultados bem superiores ao nosso.

Lelé Batita disse...

Acredito que em alguns países a coisa funcione, mas não aqui.
Pais e alunos a avaliarem o nosso trabalho é no mínimo caricato.
Os nossos alunos não gostam, por exemplo, dos professores mais exigentes, que são muitas vezes, quem melhor os prepara para levar a sua vida por diante e entrar nas Universidades.
Os pais são tudo menos objectivos, sabemos disso, a popularidade mede-se pela tolerância e pelas notas altas...
A realidade não se compadece com lirismos destes.
E pôr os professores a fazer os exames dos alunos é perfeitamente inacreditável!
Nem me apetece imaginar a anarquia e o descrédito que isto vai gerar se esta proposta chegar à opinião pública.
Com todo o respeito a José Luís Sarmento, mas não se pode levar isto a sério!

Mário Machaqueiro disse...

Lelé,

Reitero o que disse acima. Embora reconheça que tens razão no que respeita a alguns alunos que, como eu referi acima, não conseguem ser isentos na avaliação dos seus professores, a minha experiência sugere-me, ainda assim, que a grande maioria dos alunos é capaz de fazer esse juízo com relativa objectividade. E digo-te mais: os alunos, na sua maioria, não gostam verdadeiramente de professores "baldas" que os deixam fazer tudo o que querem. Podem apreciar, no momento, aulas "relaxadas", mas, no fundo, não têm qualquer consideração por esses professores. Os alunos, em regra, apreciam os professores que mantêm com eles uma relação de empatia e de relativa cumplicidade e que, ao mesmo tempo, são capazes de impor a disciplina sempre que necessário e que deles exigem trabalho. Vinte e tal anos de ensino mostraram-me isso, e as conversas que tenho tido com colegas só o confirmam.
Claro está que não me passa pela cabeça usar a avaliação que os alunos façam dos professores noutro sentido que não seja formativo. Penso que essa avaliação deveria ser, tão-só, motivo de reflexão para o próprio professor e no seio do departamento. Jamais deveria constitui um instrumento para uma classificação seriada dos professores (aqui acho que o Luiz Sarmento vai demasiado longe).

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