sábado, 21 de novembro de 2009

AS CONTAS (PERVERSAS?) DE UMA REVISÃO DO ECD


Neste "post", o Paulo Guinote chama a atenção para este artigo do jornalista Pedro Sousa Tavares e para uma peça que vem na edição de hoje do "Expresso". Vale a pena ler os artigos (e, já agora, também vale a pena acompanhar o debate que vai certamente ter lugar na caixa de comentários do "post" do Paulo).

A "doutrina" dos artigos é a do raciocínio economicista que presidiu à ideia de dividir a carreira docente em duas categorias, por forma a colocar um entrave quase intransponível para a progressão nessa carreira. Quando tal obstáculo foi introduzido, esse raciocínio apareceu embrulhado em grandiloquentes declarações a favor da «qualidade de ensino», da distinção dos professores «pelo mérito», entre outras cortinas de fumo demagógicas e hipócritas. Agora o baixo economicismo surge, nos referidos artigos, à luz do dia e de modo despudorado.

A mensagem é: o Estado, a braços com um défice orçamental astronómico e endividado até às orelhas, não tem dinheiro para pagar a uma massa tão grande de funcionários públicos.

E não tenhamos dúvidas: este argumento vai estar em cima da mesa quando se tratar de rever o ECD.

Por isso é que convém redobrar a nossa atenção. Os partidos do «centrão», que já se conjugaram para renunciar a uma suspensão inequívoca e imediata do modelo de avaliação, vão voltar a procurar um «memorando de entendimento» quando se tratar de inventar um qualquer obstáculo para a progressão na carreira dos professores.

Poderá não se chamar «divisão entre titulares e não-titulares».

Mas há-de ter um nome qualquer.

E o problema não vai estar no nome. Vai estar, isso sim, nos critérios com que esse nome pretender criar dificuldades no acesso aos escalões remuneratórios de topo.

5 comentários:

Anónimo disse...

Classe conforto e Classe Turística?

Anónimo disse...

O acesso a cada uma depende do "preço" que se pagar...

Anónimo disse...

Agora mais a sério: vem aí um acordo ME-FNE. A FENPROF ficará de fora para fingir que continua a lutar pelos verdadeiros interesses dos professores. Enfim: nada de particularmente bom...

Marcos disse...

O anónimo da 01:35 não tem resposta da APEDE. Possivelmente porque não é insultuoso, nem se esconde atrás dum nickname. Há insultos e insultos. Nicks bons e nicks maus.
Singularidades de quem se diz "independente".

Anónimo disse...

nada me toca,o meu escalão é eterno....

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