terça-feira, 26 de maio de 2009

MANIFESTO CONJUNTO: ENCONTRAMO-NOS SÁBADO

1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas.


2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves massivas, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública.


3) Num momento de eleições, em que se debatem as escolhas para o país e para a Europa, em que todos devem assumir os seus compromissos, os professores têm uma palavra a dizer. O governo quis cantar vitória mas é a educação que está a perder. Os professores e as professoras não aceitam a arrogância e não desistem desta luta: sair à rua em força é arriscar um futuro diferente. Sair à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o governo e é do que a escola pública precisa. Por isso, encontramo-nos no próximo sábado.


Subscrevem:


Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Educação SA (Reitor), O Estado da Educação (Mário Carneiro), Professores Lusos (Ricardo M.), Outròólhar (Miguel Pinto), O Cartel (Brit.com, Advogado do Diabo)


Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública), CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)

3 comentários:

mario silva disse...

Assuma-se a realidade: a partir do momento que por esse pais fora se elegem directores(as), é colocado o último prego no caixão do regime democrático nas escolas. O Golias ganhou porque possuía todas as armas e vantagens que usou habilmente.
A guerra continua, mas esta batalha foi perdida.

Mário Machaqueiro disse...

Mário,

Discordo num ponto (bastante importante): o Golias, neste caso, corresponde aos professores, dada a força do número. Se a grande maioria se recusasse a fazer muitas das coisas absurdas e degradantes que o Ministério pretende impor, seria a equipa ministerial a cair por terra. Os professores são o Golias. O problema é que insistem em ignorá-lo.

Isabel Pedrosa Pires disse...

http://bilroseberloques.blogspot.com/2009/05/blogues-e-movimentos-independentes.html

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