sábado, 20 de dezembro de 2008

MENSAGEM PARA A FUTURA COMISSÃO COORDENADORA DE ESCOLAS EM LUTA


Colegas,


Estamos a viver, neste final de período, um momento que poderá ser de refluxo da nossa luta, se consentirmos em que isso aconteça. Os sinais não são ainda claros, no meio da azáfama das avaliações de final de período. Se é verdade que alguns colegas parecem hesitar perante o cenário criado pelo Governo com o modelo de avaliação "simplex", também é certo que diversas escolas se começam a reorganizar para manter viva a recusa dos professores em embarcar no canto de sereias do Ministério da Educação. Cabe-nos também manter a chama viva. É nesse sentido que, enquanto promotores do primeiro Encontro Nacional de Escolas em Luta, nos dirigimos a todos aqueles que manifestaram a sua disponibilidade para integrar ou para participar na Comissão Coordenadora Nacional dessas escolas. Precisamos de nos organizarmos de forma a dar cumprimento, não só ao mandato com que saímos do nosso encontro em Leiria, mas também às exigências que o início do segundo período nos vai colocar. Temos pela frente as seguintes tarefas:


- Promover nas nossas escolas, e durante as duas primeiras semanas de aulas, reuniões gerais de professores para manter a recusa de cooperação com o modelo de avaliação concebido pelo Ministério (mesmo na versão "simplex").


- Promover reuniões locais inter-escolas que permitam articular a luta nos estabelecimentos de ensino dentro de uma lógica de proximidade regional.


- Preparar o próximo Encontro Nacional de Escolas em Luta.


- Preparar a manifestação/concentração em Belém para o dia 19 de Janeiro.


Pensamos que, numa primeira fase, teremos de nos organizar a nível local para as tarefas acima indicadas, mas que, posteriormente, será necessário estabelecer um órgão operacional numa escala mais abrangente.
Entretanto, enviamos também em anexo o texto da minuta de uma declaração sugerido por uma colega que também figura na lista de contactos, a Fátima Gomes, declaração essa que poderá acompanhar a recusa de entrega dos objectivos individuais.

Com as melhores saudações para todos,


Mário Machaqueiro (pela APEDE)


Ilídio Trindade (pelo MUP)

3 comentários:

Anónimo disse...

Temos pena é de não ver os professores preocuparem-se com mais nada do que o seu próprio bolso, toda a degradação que o ensino tem assistido só tem acontecido devido à vossa passividade, um bom exemplo é o programa "novas oportunidades" que trata os professores como se fossem bobos da corte e ninguém nunca fez um intervenção publica no sentido de lhe por fim. Deviam chamar-se Associação de professores em defesa do próprio bolso (APEDPB)

Mário Machaqueiro disse...

Ignoro quem possa ser o autor do comentário anterior, mas parece que está a disparar para o alvo errado. Os professores em geral, e a nossa associação em particular, estão a deixar bem claro que aquilo que os move é a defesa de condições profissionais que tornem possível uma escola pública de qualidade com um ensino de excelência (onde mistificações como as «novas oportunidades» deixarão de ter lugar). Se os professores estivessem preocupados apenas com o seu próprio bolso, não estariam dispostos a encetar formas de luta que se traduzem em perdas salariais (as greves, por exemplo) e estariam dispostos a aceitar uma avaliação "simplex" para progredirem na carreira a qualquer preço. Não é isso que os professores estão a fazer, pois não?

Anónimo disse...

Olá, colegas

Segue em anexo a mensagem “final” relativamente ao postal aberto ao Senhor Presidente da República. Quem quiser pode fazer ainda as alterações que entender.

Os contactos da Presidência da República são os seguintes:

Presidência da República
Palácio de Belém
Calçada da Ajuda
1349-022 Lisboa (Portugal)

Telefone: (+351) 21 361 46 00

Telefax: (+351) 21 363 66 03

Correio electrónico: belem@presidencia.pt.

Óptimo seria também a divulgação junto da imprensa.

Cumprimentos.

L. B.


SANTO NATAL

E FELIZ ANO NOVO

Exmo. Senhor Presidente da República,

Os professores portugueses vêm, por este meio, desejar a Vossa Excelência e família um Santo Natal e um Feliz Ano Novo.

Certos da importância que representamos para a sociedade portuguesa e para o desenvolvimento harmonioso do País, endereçamos-lhe o nosso veemente apelo para que interceda junto do Governo no sentido de o alertar para as profundas alterações que a recente legislação introduziu no funcionamento interno das escolas e consequente mal-estar generalizado no ambiente de trabalho dos respectivos corpos docentes.

Assim, os professores solicitam a Vossa Excelência a formalização do nosso profundo descontentamento junto do Governo em aspectos que condicionam negativamente o funcionamento das escolas publicas, designadamente a divisão do corpo docente entre professores titulares e professores não titulares com base em critérios discriminatórios, sem validade coerente em termos científicos e pedagógicos, bem como a avaliação de desempenho sujeita a quotas, também aqui forçosamente acima dos já referidos critérios de natureza científica e pedagógica.

Porque somos todos professores, independentemente do número de anos que leccionamos, da nossa idade e do vínculo laboral que mantemos com o Ministério da Educação, solicitamos a Vossa Excelência que faça chegar junto do Governo todo o nosso empenho e interesse por uma avaliação do nosso desempenho profissional justa e séria, baseada em critérios científicos e pedagógicos, tendo em conta toda a nossa experiência profissional, sem quaisquer discriminações e colocando todos os professores em situação de igualdade, sem qualquer divisão da carreira docente.

Senhor Presidente, os professores efectuaram uma longuíssima preparação e formação para o desempenho das suas funções, tendo prescindido de muitas coisas, ao longo de anos, para poderem dar o seu melhor. Não queremos agora, depois de tão difícil e enorme esforço, ver defraudadas as nossas expectativas de realização socioprofissional.

Senhor Presidente, precisamos agora, mais que nunca, que exerça a sua influência junto do Governo, no sentido de dar voz ao nosso descontentamento generalizado face às políticas ignóbeis seguidas pelo actual Governo e que, em ultima análise, apenas e tão-só estão a descaracterizar e a minar a escola pública portuguesa, com a consequente perda de qualidade, colocando assim em risco a formação das futuras gerações em Portugal e o desenvolvimento do País.

Nome:
Escola:

Localidade:

NOTA FINAL: É FAVOR COLOCAR O VOSSO ENDEREÇO DE EMAIL NO BLOGUE, SE FAZ FAVOR !!!

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