quarta-feira, 15 de outubro de 2008

RAZÕES DE UMA MANIFESTAÇÃO

A manifestação convocada para dia 15 de Novembro surge na tentativa de dar corpo ao profundo mal-estar que se vive nas escolas desde o início do corrente ano lectivo. Um mal-estar feito de enorme cansaço pela sobrecarga de tarefas burocratizadas com que os professores são hoje confrontados, de frustração por se constatar que há cada vez menos tempo para os docentes se dedicarem àquilo que devia ser a essência da sua profissão – a preparação das aulas e a leccionação das mesmas –, de revolta por se verificar que a profissão de professor, um dos pilares de qualquer sociedade decente, continua a ser desprezada pelo poder político, mas também de impotência por se verificar que, depois de tanta esperança associada às jornadas de luta do passado ano lectivo, a situação dos professores e das escolas parece ter regredido à estaca zero. Existem, pois, muitas e boas razões para os professores comparecerem na manifestação a que a APEDE e o MUP se associaram e a que decidiram dar forma legal:
· Uma dessas razões é a necessidade de recolocar a causa dos professores na agenda política e mediática, com uma nota “pedagógica” fundamental: essa causa não é só dos professores, não é um mero reflexo corporativo, mas é, isso sim, uma causa de toda a sociedade portuguesa, de todas as famílias que têm educandos na escola pública, dado que a pressão do governo para se fabricar, demagogicamente, um sucesso escolar artificial irá ter as mais funestas consequências nas qualificações das crianças e jovens que hoje frequentam o sistema público de ensino. Dessa pressão faz parte a recente fornada de exames nacionais feitos à medida de resultados que pouco dizem sobre os conhecimentos efectivos dos alunos – os quais, diga-se até à exaustão, estão muito longe de depender exclusivamente do trabalho dos professores. Aqui a palavra de ordem terá de ser:
“Nem mais uma nota inflacionada para efeitos de propaganda!”
· Outra razão, que se prende com a primeira, para esta manifestação é precisamente a necessidade e a urgência de desmontarmos, perante a opinião pública, as intensivas manobras de propaganda que o governo investiu sobre as escolas no arranque deste ano lectivo, procurando, mediante o “milagre da multiplicação de computadores”, iludir os motivos profundos do nosso atraso em matéria educativa: o facilitismo cada vez maior na transmissão dos saberes e nas exigências colocadas aos alunos, facilitismo que serve para gerar, estrategicamente, uma ignorância que bloqueia a emergência de futuros cidadãos críticos, capazes de usar as novas ferramentas de informação para, com elas, produzir conhecimento; o desajustamento dos conteúdos programáticos, que seguem a linha geral de degradação dos saberes; o número excessivo de alunos por turma que impede um acompanhamento minimamente individualizado dos mesmos, dentro de uma escola cada vez mais transformada num misto de armazém e cárcere; o tempo que os professores gastam em tarefas acessórias – reuniões em ritmo semanal, produção e preenchimento de documentos inócuos, planificações feitas ao milímetro – que, como foi dito acima, lhes rouba as horas necessárias para se concentrarem no trabalho das aulas e nos alunos e que os obriga a ir buscar essas horas ao seu tempo de lazer; etc., etc.
· Uma razão maior para esta manifestação é também a de dar voz a esse enorme grito surdo, contido no número astronómico de professores que têm vindo a solicitar o aposentamento antecipado e que preferem suportar perdas significativas de rendimento a continuar num sistema de ensino que os maltrata. Convém sublinhar que este não é apenas um problema geracional dos professores “mais velhos”, pois ele representa a ponta (muito grande, aliás) de um imenso icebergue de descontentamento. A verdade é que as “magníficas” reformas que esta equipa ministerial impôs às escolas e aos professores, forçando-os a trabalhar muito mais horas, foram particularmente lesivas para os nossos colegas com maior tempo de serviço, que viram a sua carga de trabalho penosamente acrescida. Também aqui importa desmontar a cortina de fumo fraudulenta com que o Ministério da Educação quis legitimar estas “reformas”, quando injuriou a grande maioria dos professores colando-os à imagem de um “bando de ociosos” que era preciso pôr na ordem e Neste ponto é necessário um grande esforço de esclarecimento da opinião pública, o qual permanece por fazer, mostrando a enorme insensibilidade social que subjaz à forma como este Ministério tem tratado os professores em geral e os mais velhos em particular. As reduções na componente lectiva não são, nem nunca foram, um prémio à suposta “ociosidade” dos professores, mas tão-só o justo reconhecimento de que, decorrido já um período longo de trabalho, os professores têm direito a um número maior de horas para recuperarem a energia necessária. A sociedade portuguesa continua, em grande parte, insensível ao desgaste físico e psíquico que a profissão docente acarreta e encara o professor como alguém a quem é legítimo tudo exigir sem, ao mesmo tempo, o compensar e reconhecer a centralidade da sua função. O próprio Estatuto da Carreira Docente consagra esta cultura que, de facto, não consegue esconder um profundo desprezo pela classe docente: leiam-se os seus artigos 10.º a 10.ºC e o 35.º, e medite-se na panóplia de exigências e de tarefas que aí são exigidas aos professores, em contraste com o carácter esquálido dos direitos que lhes são atribuídos, muitos dos quais, na verdade, acabam por ser deveres com outro nome. Esta cultura que agride os professores com uma sobrecarga de requisitos, boa parte deles impossíveis de preencher face à degradação geral das condições de trabalho, explica que tantos professores estejam a solicitar as aposentações antecipadas. Tamanha hemorragia de profissionais deveria fazer disparar todos os sinais de alarme, caso tivéssemos pela frente governantes com um mínimo de bom senso. Também isto justifica que os professores venham para a rua protestar contra políticas que os desrespeitam no cerne mais essencial da sua condição de trabalhadores intelectuais. Aqui a palavra de ordem terá de ser:
“Basta de desprezo! Exigimos o respeito devido à importância da nossa profissão!”
· A luta contra o modelo de avaliação do desempenho tem de se inscrever neste quadro mais global e não pode ser o foco exclusivo do nosso protesto. Esse modelo cumpre duas finalidades: servir de instrumento global de controlo sobre os professores, inibindo a sua autonomia e reforçando os comportamentos de obediência; servir de meio de coerção para o já referido fabrico de sucesso escolar artificial. Neste momento específico da nossa luta, a imposição do modelo de avaliação serve também para o governo mostrar que consegue dobrar a cerviz de toda uma classe profissional. Os professores servirão de exemplo para aquilo que José Gil designou como produção de “subjectividades obedientes”. Acreditamos que são estas as razões pelas quais importa lutar contra a imposição deste modelo às escolas, explicando em todos os órgãos de comunicação a que tenhamos acesso que esse combate não se deve a um qualquer “medo” que os professores tenham de ser avaliados, mas ao facto de esse modelo trazer no bojo formas de uniformização empobrecedora do trabalho docente, de autoritarismo arbitrário, de pressão indisfarçada para se inflacionar as classificações dos alunos, distorcendo a expressão correcta dos seus resultados escolares reais e hipotecando, desse modo, a aquisição efectiva de conhecimentos. Se forem confirmados os piores cenários que já circulam por aí – o de que o Ministério se prepara para impor uma avaliação centralizada on-line, passando por cima da “autonomia” das escolas –, os professores terão toda legitimidade para desencadear um processo de rejeição à escala de todos os estabelecimentos de ensino. Por isso, a luta contra o modelo de avaliação do desempenho deve ser travada também por uma questão de princípio: a obstinação absurdamente autista com que o governo quer impor este modelo, à revelia de todos os professores e apenas para afirmar o seu autoritarismo, deve ser motivo suficiente para uma grande manifestação de recusa da nossa parte. É a dignidade de toda uma classe profissional que está em causa. E, ao mesmo tempo, estão também em causa o futuro da própria democracia nas organizações e o futuro da cidadania neste país.

19 comentários:

Anónimo disse...

Colegas, hoje no telejornal da RTP1, ouvi o sindicato falar numa manifestração dos professores no dia 8/11. Será que o sindicato quer dividir os professores? Ou não quer perder o protagonismo? Não entendo o que se passa. Mas uma coisa é certa não vou faltar à manifestação do dia 15/11.

LCCardoso disse...

a divisão só poderá ser prejudicial para todos os professores, esta luta é de todo o país contra um governo autista que está a destruir o ensino e a escola

Anónimo disse...

Pois ... a memória por vezes falha.
Com os Sindicatos alcançámos um Estatuto (o 1º em 1990), fizemos uma boa revisão em 1998. Com os Sindicatos barrámos muitas medidas gravosas para os professores. Claro que não ganhámos todas as lutas... Agora, que estamos perante um governo que quer destruir tudo, é com os Sindicatos da FENPROF que eu continuo. A História não acaba com esta legislatura. A vida vai continuar e eu acredito que faremos recuar algumas das medidas mais ordinárias deste governo e da maioria P"S". Durante 9 anos lutámos contra a candidatura (do 7º para o 8º escalão - lembram-se) imposta pela Manuela Ferreira Leite e conseguimos acabar com a dita. Vamos fazer o mesmo com as categorias e com esta avaliação ordinária. Mas, só conseguiremos fazê-lo organizadamente e em unidade (parece conversa politicamente correcta, mas é a verdade e a experiência demonstra-o).EU VOU À MANIF DE 8 DE NOVEMBRO e proponho que a malta pense bem ...
Manuel Carlos (Coimbra)

Sandra Duarte disse...

É de facto surpreendente que quem esteja a dividir a luta dos professores sejam os sindicatos. Por que motivo não convocaram a manifestação para dia 15, uma vez que esta já estava a ser falada há tanto tempo? Em que assembleia/reunião foi decidido pelos professores que deveria haver uma manifestação dia 8 de Nov.? Andam a brincar com quem???

Anónimo disse...

Mas quem é que convoca o dia 15 ? Não sou sindicalizado, mas não me parece muito bem uma manif que se afirma contra o Governo e os sindicatos... Eu fui ao 8 de Março e percebi que sem os sindicatos teriam sido "meia dúzia". Agora mesmo recebi um mail a divulgar a manif do dia 15 que teve origem num IP da 5 de Outubro. Isto está-me a cheirar mal...À cautela vou no dia 8 de Novembro

Anónimo disse...

Também recebi esse mail. Será que o governo quer desmobilizar a manif de 8 de Novembro. Pois! Talvez lhe interesse.
Sandra Ferreira

Mário Machaqueiro disse...

Para alguns "anónimos" que aqui escrevem:
Escusam de andar a lançar confusão e poeira para olhos com histórias como essa do IP da 5 de Outubro. E deixem de tentar lançar lama sobre colegas que, com sacrifício pessoal, acrescentam às suas (por vezes muitas) horas de trabalho o tempo necessário para lutar por uma causa que é, afinal, de todos nós. Um bocadinho de decência não fica mal a ninguém. E uma coisa é certa: os professores da APEDE andam de cabeça levantada e não têm de corar de vergonha quando vêem a sua imagem no espelho. Será que todos podem dizer a mesma coisa?

Ricardo Silva disse...

Estes comentários anónimos mostram bem o desespero que está a instalar-se em certo sectores. É o vale tudo... até Ip's da 5 de Outubro... fantástico :o) Isto tem tanto de anedótico como de ridículo! E só de pensar que ainda falta um mês para a manifestação...nem quero imaginar a intoxicação que ainda está para vir. Mas como diz o Mário Machaqueiro e muito bem, vêm bater à porta errada. Por aqui não se safam, não nos conseguirão desmobilizar, o nosso único compromisso é com os professores que, como nós, trabalham todos os dias na escola dando o melhor pelos alunos e pela Educação!
Haja decência e haja respeito!!!
E já agora, esta manifestação não se assume, nem hoje nem nunca, contra os sindicatos. O inverso talvez pudesse ser dito, mas eu prefiro não alimentar guerras ou polémicas! Só lamento profundamente, tanta mentira e tanta tentativa de lançar poeira para os olhos dos mais incautos. Desenganem-se... os professores são suficientemente inteligentes para perceberem estas tristes manobras!

setora disse...

Olhe, Sandra Duarte, é isso mesmo. Os professores quiseram manifestar o seu repúdio por todas as medidas que sobre eles se abatem e surgiu a data 15 de Novembro que corajosa e solidariamente estes colegas destes movimentos apoiaram tratando dos aspetos legais para a sua convocação. A manifestação era contra o ME não era contra os sindicatos.Os sindicatos mantiveram-se quedos não vindo propor então qualquer hipótese alternativa.Depois de tudo feito e de a data 15 estar a circular os sindicatos marcam 8. Quem são os furas? Quem são os amarelos? Quem são os divisionistas? Cá por mim eles sindicatos iriam manifestar-se sozinhos lá naquele sítio encolhido da cidade no dia 8, e os professores iriam todos manifestar-se no dia 15.

CVL disse...

sobre este assunto devo dizer que não podemos deixar que sejam os sindicatos a falar por nós. Até agora, é o que tem vindo a acontecer e o tempo que levam a discutir o que o governo não ouve, ou não quer ouvir, dá para implementar todas as medidas que o governo tem na manga e as que ainda não tem. Devemos ser cada vez mais a derir à Manif de 15 de Novembro. E já agora... devíamos ser cada vez menos a derir à Manif. de 8 de Novembro. Assim aprendia todo o mundo: governo e sindicatos.

Anónimo disse...

De facto, isto só mostra que temos que encontar outro caminho de luta fora deste sindicato. Temos que econtrar uma organização que nos represente, que decida as coisas em assembleia porque este Mário Nogueira, a Fenprof, o PCP e o BE têm as suas agendas que nada têm a ver com a luta de professores. São contas eleitorais. Temos tudo na nossa mão: o que são as escolas sem professores? Está na nossa mão decidir se vam,os continuar a ser amas de crianças ou professores que ensinam.
Ana Santos, Lisboa

Anónimo disse...

"meia dúzia"?!? Não sei o que o fez perceber isso... Basta ver as manifestações em anos anteriores para facilmente perceber que o que mobilizou tantos professores foi a insatisfação global e não os sindicatos. (O colega não está atento às evidencias... muito mau na sua avaliação).

"Á cautela..."?!?!? Cautela de quem e de quê?!!!
Cautela deve ser tomada apara prevenir de quem é falso e traidor. Não me parece que uma manifestação marcada por professores e antes de qualquer outra seja motivo de dúvidas para alguém!
Mesmo que houvesse a mínima razão de dúvida, que não a tenho, não foi a manifestação de dia 15 marcada em primeiro lugar? Se os Sindicatos ou alguém que diz representar os professores realmente o fizessem, então não marcavam a manifestação de dia 8, porque assim validam as motivações de divisão, das quais tanto se acautela. Seria sinal de inteligência, pelo menos apoiar a de dia 15, ou estarem calados.
Por fim, essa cautela não é digna desse nome.
Chama-se comodismo, encosto e subserviência.... a fugir para o amiguismo, vulgo tacho.
Cumps

FernandoRebelo disse...

Na minha escola o prazo para entrega de objectivos para a dita avaliação termina no dia 14 de Novembro. Fará algum sentido entregar a ficha e, no dia seguinte, ir marchar para Lisboa?...
Mais: fará algum sentido realizar esta acção sem, antes, concretizar acções? E por acções entendo a paralização total e por tempo indefinido de todas as actividades lectivas.
Até porque receio que trazer 100 mil ou mais pessoas a Lisboa se comece a transformar numa rotina para turista fotografar e pouco mais que isso...

ana passos disse...

Conclui-se que estamos divididos e agora alguns passaram à fase da lavagem da roupa suja, que não nos dignifica minimamente. Não sou por uns nem por outros, mas entretanto vou aqui manifestar a minha perplexidade pois há coisas que não entendo. O que se vai passar a seguir às manifs? Da parte do sindicado, mal ou bem há um calendário, e os movimentos espontânios como estão a pensar organizar-se para passarem a ser entidades com capacidade negocial???? Isto preocupa-me pois ainda não sei a qual irei, mas não queria passar um "cheque em branco" aos movimentos, que efectivamente ninguém ninguém conhece.

Jaime Macedo disse...

Estes sindicatos só demonstram que são uma vergonha, e os problemas dos professores são apenas um pretexto para outras lutas que não a nossa. Tenham vergonha!

José Castro - Almada disse...

ESTE É UM MAIL QUE MANDEI A UMA LISTA DE COLEGAS. Aqui fica também.

Colegas,
Estou a mandar este mail para os endereços que vinham num outro que recebi a propósito das Manifestações de Novembro.

Percebo alguns argumentos ...mas.
A malta não pode resumir a intervenção da FENPROF a este ou aquele momento melhor ou pior conseguido.
Não podemos ignorar história da acção sindical e os avanços que conseguiu.
E como sabemos no último congresso da FENPROF houve um forte confronto - a rapaziada do Ps quis tomar conta da direcção daquela federação. Seria a desgraça total. E imagino que essa gente ainda hoje faça a vida negra ao Mário Nogueira.
OK ... pode gostar-se ou não do Mário Nogueira, mas temos que reconhecer que é um tipo combativo e interessado nas causas dos professores.
O Mário tocou numa questão importante - os concursos. Eu sou dos que penso que a manifestação deve ser feita em tempo de poder fazer algum condicionamento no resultado final dessa negiciação (se é que se pode chamar assim). Eu acho que esta questão é tão importante como a avaliação - já viram, nos concursos, os excelentes a terem mais tres valores e os muito bons mais dois valores (tudo condicionado às quotas). Imaginem a malta dos QZP a ter que concorrer a quatro QZP´s... imaginem o fim dos quadros. Eu encontrei o projecto no sindicato do centro (www.sprc.pt). Já imaginaram isto tudo embrulhado num reitor.
Eu até acho que o pessoal deve juntar as coisas dos professores ao problema do código do trabalho e ás novas leis para a função pública porque a origem de tudo o que nos está a acontecer vem daí - horários, avaliação (SIADAP, lembram-se ?), aposentação, carreiras, fim dos quadros ...etc, está tudo lá. E os professores não são uma ilha no país. Quem pensar o contrário vai ter oportunidade de se desenganar ...infelizmente
Tenho estado atento a toda a argumentação que circula e acho melhor a malta ir à manif do dia 8 Novembro. Assino por baixo o que diz o Carlos Silva - deixemo-nos de divisões e teorizações ... vamos à luta contra este ME... contra a Lurdes .... contra o Socrates e contra a maioria Ps que o apoia. Dia 8 lá estarei .....
Um abraço.

José Castro - Almada

Maria disse...

Caros amigos
É espantoso que numa altura destas estejamos a discutir qual a melhor das manifestações ,se a tua se a minha.
Num momento decisivo para a nossa luta , aquilo que aqui deveríamos discutir era a possibilidade de evitar esta divisão , que ,acreditem, é um caminho que nos vai conduzir ao abismo.
Não tenham ilusões os organizadores da manifestação de 15de Novembro.
Sem a participação dos sindicatos é impossível organizar uma manifestação minimamente participada.
Não tenham ilusões os organizadores da manifestação de 8 de Novembro.Menorizando a força de todos os descontente com a prática dos sindicatos será impossível uma manifestação com uma participação digna de registo.
Só unidos poderemos dar ao governo e à ministra a resposta que merecem.
Nas Escola estamos unidos e com uma vontade imensa de exteriorizar a nossa revolta.
Quebrar essa unidade artificialmente é um crime.
Se não forem dados passos para pelo menos dialogar estarão a frustrar-se as legítimas expectativas de dezenas de milhares de professores que anseiam manifestar-se, juntos ,no mesmo dia e à mesma hora.
As condições estão criadas e dificilmente voltará a acontecer uma oportunidade destas.
Não queiram ficar na história com os responsáveis por um derrota que terá efeitos trágicos nas Escolas e na Educação em geral.

antonio Lemos disse...

Colegas, vamos deixar as divisões.
Apelo à UNIDADE de todos os professores! Apelo ao entendimento entre a APEDE e os sindicatos precisamos de todos para expurgar o mal que se está a instalar nas escolas.Precisamos de todos para numa grande manifestação exigirmos a demissão dos responsáveis pelo caos nas escolas.Vamos à luta!

Anónimo disse...

O 25 de Abril de 1974 fez-se porque se rompeu a unidade entre milhares de militares antifascistas, que decidiram sair à rua - paralelismo com hoje: professores independentes, APEDE, etc- e a maioria silenciosa passiva ante a ditadura de Marcelo Caetano - paralelismo com hoje: a FENPROF, a FNE, de mãos dadas com a ministra da Educação no açaimar dos professores.
A unidade não é tudo. ÀS vezes é preciso rompê-la para que a luta avance e triunfe.

Francisco

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